quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Por que Lula defende Zelaya?


Por Said Barbosa Dib

As eleições arranjadas pelos golpistas de Tegucigalpa e Washington tiveram resposta à altura do povo hondurenho: 70% de abstenções. A “Rede Globo” tentou amenizar. Falou de 47%, como era de se esperar. A verdade é que o povo daquele país se recusou a participar da farsa. Atendeu ao apelo do presidente Zelaya pelo boicote maciço. A mídia amestrada no Brasil argumentou que seria uma derrota do governo brasileiro diante da diplomacia de Barack Obama. A maioria dos comentaristas tentou mostrar a diplomacia brasileira como incompetente e irresponsável. E muitos brasileiros realmente ficaram se perguntando: “mas, afinal, porque Lula defende tanto o presidente eleito daquele país inexpressivo? Por que o Itamaraty está tão preocupado com Zelaya? Qual a razão disso tudo?” A resposta é simples: o precedente.

Princípio da “Auto-Determinação dos Povos”: imperativo para a estabilidade

Lula quer que o respeito à vontade popular e às estruturas constitucionais dos países das Américas seja uma realidade intocável, sem perigo de golpes contra a soberania dos países. E esta preocupação, para quem não acredita em duendes, tem fundamento não só do ponto de vista geoestratégico no contexto atual, mas possui bases sólidas também na história recente do Brasil e da América Latina. Há uma relação direta entre o maior ou menor fluxo de capitais das transnacionais sediadas em países da América Latina (defendidas pelos EUA) e a estabilidade ou não das instituições democráticas e soberanas dos países da região. Sempre que surgiram projetos consistentes de desenvolvimento autônomo, baseados em forças políticas nacionais e populares, golpes e campanhas desestabilizadoras foram utilizadas pelos EUA, sempre com a colaboração de seus asseclas locais. O problema é sempre o mesmo: a necessidade de se restringir ou controlar as transnacionais e suas remessas descontroladas de lucros, como condição essencial para o desenvolvimento real das nações. Poder-se-ía citar dezenas de casos de governos nacionalistas e populares derrubados apenas porque cometeram o grave “pecado” de cumprir suas obrigações como governantes no sentido de desenvolverem seus países. Foi o que ocorreu com Vargas (no Brasil), Perón (na Argentina), Arbénz (na Guatemala), Cárdenas (México), Allende (Chile) e, mais recentemente, Hugo Chaves (Venezuela). Todos, derrubados, forçados a abandonar o poder ou mortos, não por serem “populistas” (como os eternos lacerdistas das nossas universidades costumam chamar), mas porque tentaram criar condições efetivas de desenvolvimento para seus povos. Ou seja, por que cumpriam suas obrigações. Desenvolvimento que implicava (e implica), necessariamente, a nacionalização soberana das forças produtivas de que dispunham e, claro, o controle ou exclusão dos ditos “investimentos diretos estrangeiros” e seus mecanismos espertalhões de “remessas de lucro”.

Goulart e a “Lei da Remessa de Lucro”

Apenas para ficarmos num exemplo mais recente, no Brasil, nunca é demais lembrar o caso do fraco presidente João Goulart. Ao contrário do que se pensa, não caiu tanto pelo que desejava fazer com relação às chamadas “reformas de base”, como a agrária, a universitária e a financeira. Jango caiu porque foi obrigado a mexer num vespeiro: o controle sobre as remessas de lucros das transnacionais. Na verdade, não tinha tanta vontade de se livrar delas. Ao contrário da popularidade de Lula hoje, não tinha apoio muito sólido nem entre os operários e estudantes. Seu governo foi cheio de concessões a seus credores norte-americanos. A mais grave, foi a imposição, pelos EUA, da compra da falida multinacional AMFORP - American and Foreign Power -, um conjunto de 12 empresas de eletricidade, espalhadas pelo Brasil, subsidiária da Bond & Share. Os norte-americanos cobraram 188 milhões de dólares, mas, na realidade, seu valor real era um terço do montante exigido. Tal subserviência canina resultou em um abalo na estrutura de governo do presidente. Já era evidente o fracasso do “Plano Trienal”, pois nem a inflação fora contida nem o crescimento pretendido fora alcançado. O governo, pressionado por sucessivas greves em diferentes setores, acabou concedendo aumentos salariais acima do previsto pelo Plano. Atendendo aos reclamos dos empresários, abrandou a contenção de crédito. Essas medidas, sem mexer nas remessas, aumentaram as taxas de inflação, que já vinham corroendo a economia desde JK. Diante do agravamento da crise econômico-financeira, o FMI, percebendo a fragilidade do governo, não liberou a renegociação da nossa dívida externa. Só de “sacanagem”, pode-se dizer, o governo do democrata J. F. Kennedy suspendeu créditos ao governo de Goulart. E ao mesmo tempo, numa atitude agressiva, concedeu empréstimos e facilidades comerciais diretamente aos governadores e prefeitos brasileiros, opositores de Jango. A idéia era desestabilizar o governo. Só depois disso o indeciso Goulart, então já desesperado, resolveu agir com maior firmeza e radicalizar suas medidas. Assim, determinou ao novo ministro da Fazenda, Carvalho Pinto (Celso Furtado tinha sido afastado), a reativação imediata da Lei de Remessa de Lucros. Era apenas uma retaliação, não uma convicção do presidente de que aquela era uma medida correta para o Brasil. A lei já havia sido aprovada pelo Congresso em setembro de 1962, porém, ainda não tinha sido regulamentada pelo Executivo. Se colocada em prática, evitaria a saída do enorme volume de dinheiro obtido pelas transnacionais no Brasil (a verdadeira e estrutural causa da inflação desde o governo enganoso de JK). Por isso, os poderosos grupos internacionais que atuavam no país ficaram alarmados e, através do embaixador norte-americano no Brasil, Lincoln Gordon, procuraram por todos os meios evitar a regulamentação. As pressões foram em vão. Em janeiro de 1964 a Lei foi finalmente regulamentada. Porém, como diz o poeta, “Inês é morta”. A partir do momento que a assinou, Goulart selou destino. Não passou 60 dias a mais no governo. O resto da história... já sabemos no que deu.

A situação atual: diferente de Goulart, Jânio e Collor, Lula “não dá asas à cobra”...

Durante muito tempo tive ódio de mim mesmo por ter votado em Lula para o primeiro mandato. Assim como milhões de brasileiros, não admitia a lentidão das mudanças e, principalmente, a manutenção da política econômica do “governo” anterior. Achava que o presidente teria que ter arrancado à fórceps aquela herança maldita. Teria que ter culhão. Quando Berzoinni e Palocci propuseram as reformas previdenciária e tributária, detonando com a já arrochada classe média e aposentados e pensionistas, fiquei ainda mais revoltado. Depois da preservação da autonomia real e deletéria do Banco Central, nas mãos do funcionário do Banco de Boston, então, fiquei furioso e sem esperanças. Mas, refletindo sobre o que acontecia na Venezuela e analisando a atuação da grande e poderosa mídia brasileira, quis acreditar que Lula poderia ter razão em não acelerar as mudanças. A reação poderia ser fatal. O perigo de golpes diretos ou indiretos, como se viu, sempre é uma ameaça muito grande. Afinal, uma coisa é analisar a situação olhando de fora. Outra, bem diferente, é estar no poder, tomando decisões. Hoje, acredito (ou espero) que Lula tenha a perfeita compreensão de seu poder e de suas limitações. No plano interno, depois de dois mandatos, apesar do lacerdismo desavergonhado da mídia e das insatisfações localizadas de setores médios urbanos, conseguiu avançar bastante. Diferente de Goulart, tem perto de 80% de apoio popular, não só entre os trabalhadores organizados (sindicalizados), mas também em nas classes “C” e “D”, aqueles mesmos “descamisados” que apoiavam o Collor e que não votavam jamais no PT. As políticas de proteção social adotadas, como o “Bolsa Escola”, foram decisivas para esta expansão. Lula tem ainda uma forte base parlamentar. Bem articulada e variada, principalmente com o apoio, no segundo mandato, do PMDB, um grande esforço do ex-presidente Sarney. Providência fundamental que Goulart, assim como Jânio Quadros no passado e Collor recentemente, não conseguiu adotar. E Lula, a despeito de sua própria vontade, não tem ainda contra si a ira da poderosa oligarquia financeira internacional e dos “gerentões” das transnacionais, pois está obrigado a manter a estrutura básica da política econômica monetarista, baseada no câmbio livre e na manutenção do famigerado “superávit fiscal”. Quer dizer, além de contar com a fraqueza e a inoperância de uma “oposição” anêmica, inexpressiva e de rabo preso, Lula tem o apoio tanto dos setores mais poderosos da economia dependente brasileira quanto das pessoas mais pobres. Apenas setores específicos da classe média, arrochados por impostos e contribuições exorbitantes - e prejudicados por coisas como a reforma previdenciária dos patetas Palocci e Berzoini -, têm reclamações consistentes contra o governo. E o presidente sabe que tais reclamações não poderão ficar sem respostas por muito tempo. Com as descobertas do “Pré-Sal” e a necessidade de investimentos em nossa infra-estrutura, barreiras ao desenvolvimento, herdadas do lamentável período FHC, terão necessariamente que ser removidas, como o câmbio flutuante, a DRU, as metas fiscais, etc.. As ações golpistas e as manipulações da imprensa, hoje sem grandes ressonâncias, podem se tornar cada vez mais perigosas, na medida em que o projeto de resgate da soberania efetiva do Brasil avance e se aprofunde. Lula sabe, também, que politicamente não pode contar com um terceiro mandato. Daí a necessidade imperiosa de que Dilma vença e evite um retrocesso. Ela é hoje a única que tem capacidade técnica e política de dar continuidade a este doloroso processo.

Evitando futuros problemas...

Mas uma coisa poderia ameaçar um futuro governo Dilma comprometido com a independência efetiva do Brasil. A institucionalização, no Hemisfério Ocidental, da perigosa e devastadora aliança entre os golpistas internos de sempre e o já manjado “Big Stick” norte-americano. Há a necessidade de não se admitir, dentro do Direito Público Internacional, novas intervenções de força, como a que ocorreu tanto no Brasil em 64, como a que aconteceu na Venezuela recentemente. Em tempos de “Pré-Sal e reestruturação da 4ª Frota dos EUA no Atlântico Sul, de “Plano Colômbia” e constantes ameaças à Amazônia brasileira (principalmente com relação ao nosso nióbio na Raposa Serra do Sol), com todas as tolices sobre clima em Copenhague e tudo mais, não se pode considerar exagerado o esforço da diplomacia brasileira em amarrar regras claras de repúdio internacional contra qualquer futura intervenção norte-americana na América Latina. Apenas e tão somente por isso, Lula tem razão em defender o presidente eleito de Honduras, Manuel Zelaya. Não está defendendo Zelaya, está defendendo o combate ao precedente, que poderá afetar o Brasil amanhã.

Mexendo novamente no “vespeiro”: a evasão de divisas e as perdas internacionais do Brasil

Apesar da grande mídia não mostrar, ao mesmo tempo em que se previne contra futuros golpes, Lula e Dilma sabem que terão que combater o mesmo problema que Goulart teve que enfrentar. Logicamente, dentro de um contexto muito mais favorável, como demonstrei. Recentemente, houve a 6ª edição da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla), realizada em Salvador (BA), entre 25 e 28 de novembro de 2008. É uma importante iniciativa do Ministério da Justiça, que comanda as ações da Polícia Federal. Polícia Federal que vem sendo decisiva para combater a corrupção em todos os níveis, tanto aquela corrupção no varejo, como a do Arruda no GDF, quanto aquela corrupção no “atacadão” das transnacionais. Na oportunidade, foram definidos eixos estratégicos em que se estabeleceram ações para o enfrentamento à improbidade administrativa, à lavagem de dinheiro por meio do comércio, como a identificação de matriz de risco (tipologias) e a regulamentação das técnicas especiais de investigação. Quer dizer, Lula, agora com muito mais força, tanto no plano interno como no internacional (que vem construindo), do que tinha João Goulart nos Anos 60, com razão está preocupado com o controle das remessas ilegais de lucro. E sabe que encontrará grande resistência. O governo, apesar da mídia não mostrar, está adotando medidas duras para controlar não somente as remessas ilegais, mas também as que, apesar de legalmente realizadas (como as famigeradas “Contas CC5”), não têm base ética de existirem. Recentemente, o governo recuperou US$ 1 milhão do escândalo bilionário de envio de remessas ilegais do Banestado. Descoberto em 1998, o escândalo no sistema financeiro que envolvia remessas ilegais de dinheiro para o exterior deu origem a uma investigação federal e a uma Comissão Parlamentar de Inquérito em 2003. O dinheiro, que estava bloqueado nos Estados Unidos, será depositado na conta do Tesouro e representa muito pouco dos US$ 20 bi desviados, mas já se abriu um precedente. Essa não é a primeira repatriação de recursos do caso do Banestado. Em novembro de 2007, US$ 1,6 milhão foram devolvidos aos cofres públicos. Pela legislação norte-americana, o país tem direito a um terço dos recursos que foram enviados ilegalmente. A recuperação dos recursos estava sendo negociada pelo Ministério da Justiça e pelo Department of Homeland Security (DHS), responsável pela segurança interna e que também atua para coibir a remessa de dinheiro ilegal para os Estados Unidos. De acordo com o procurador da República Vladimir Aras, que atuou em 2004 na força-tarefa montada pelo Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF) do Paraná para investigar o esquema, os criminosos usavam dois mecanismos para a remessa: as contas CC5, aquelas em que o titular não é residente, e, por isso, pode converter os saldos em dólares, e o dólar cabo, que é a transferência virtual de recursos. "Durante a operação Zero Absoluto, pedimos o congelamento dos ativos e é parte desses valores que estamos recuperando", afirma Aras, explicando que, na época, o MPF pediu a repatriação de cerca de US$ 27 milhões. Lula quer que o combate à lavagem de dinheiro seja intensificado, daí suas preocupações com as resistências ao seu governo, pois mexerá com gente poderosa. Por isso, além da diplomacia do Itamaraty junto à comunidade internacional, determinou que serão prioridades em 2010:
- Ações contra a formação de milícias nos estados
- Investigação do uso de paraísos fiscais como destino de dinheiro ilícito
- Apuração de formação de quadrilhas nos sistemas prisionais
- Evitar a corrupção associada a serviços terceirizados
- Fiscalização para evitar irregularidades nas licitações referentes à Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016

O problema, como há 40 anos, é a extrema facilidade na movimentação financeira pelos elementos envolvidos em casos como o das organizações terroristas internacionais quanto dos cleptocratas e corruptos de todos os matizes, que se beneficiam justamente da desregulamentação das movimentações financeiras em escala mundial, o que permite que suas operações ilegais sejam encobertas e não possam ser rastreadas. Isto vem ocorrendo principalmente depois da onda neoliberal intensificada a partir das décadas de 80 e 90. Em especial, no governo apátrida de FHC.

Como está, o Brasil exporta capitais

Segundo informações oficiais do próprio Banco Central, obtidas pelo “censo de capitais de brasileiros no exterior”, referente ao ano de 2004, oficialmente (OFICIALMENTE!!!), os brasileiros têm US$ 94,731 bilhões, equivalentes a 15,7% do Produto Interno Bruto (PIB), “investidos no exterior” (hoje é muito mais), dinheiro nem de longe citado pelos amestrados da “Veja”. Os dados ainda são preliminares, mas já se sabe que, em 2003, eram US$ 82,692 bilhões. No espaço de um ano, os ativos de brasileiros no exterior cresceram, portanto, 14,6%.
O dinheiro, com as mesmas origens obscuras do que foi levantado no escândalo que deu origem à falecida “CPI do Banestado”(e que a “Veja” fez de tudo para esquecer) está aplicado em locais livres de tributação, como Ilhas Cayman, Ilhas Virgens Britânicas e Bahamas. Do total de ativos oficiais de brasileiros no exterior, US$ 70,691 bilhões são de investimentos diretos, ou seja, estão aplicados em empresas. Há outros US$ 8,201 bilhões aplicados em papéis dos mais variados tipos, como títulos de longo prazo (como os títulos públicos) e bônus. Esses dados são informações oficiais captadas pelo “censo do Bacen”. Porém, apesar de reveladores, não demonstra o verdadeiro universo daquele dinheiro movimentado às escondidas, ou seja, não constam as remessas de lucros das transnacionais, os pagamentos de royalties, os recursos oriundos de operações criminosas, as manipulações contábeis dos grandes oligopólios exportadores (majoritariamente transnacionais), nem os recursos escoados para o exterior para o pagamento das dívidas interna e externa. Se calculados, estes demonstrariam uma dimensão ainda mais assustadora da verdadeira sangria que a economia nacional é submetida diariamente.

De como o nosso próprio dinheiro financia nossa dívida pública

Mas, deixemos estes últimos para uma análise posterior. Fiquemos, por enquanto, apenas nos mecanismos, no caminho tortuoso que o nosso dinheiro percorre antes de se transformar no tão almejado investimento direto “estrangeiro” ou nos “títulos” remunerados a juro extorsivos pelo povo brasileiro. Ou seja, veremos como o dinheiro de brasileiros, sonegado ao Estado brasileiro, financia nossa dívida pública (brasileira) simplesmente porque se mantém um descontrole cambial e uma política econômica que permitem que isso ocorra. O dinheiro roubado das mais diversas e “criativas” formas do Brasil é remetido aos paraísos fiscais offshore através de uma complexa rede de laranjas. O sistema de regulamentação permissivo relativo a estas “cabeças de ponte offshore da evasão fiscal” evoluiu para um ponto que permite a investidores americanos, brasileiros ou europeus - “democraticamente”, sem distinção de nacionalidade - livrarem-se de impostos e/ou lavarem dinheiro. Para isso, contratam um advogado para montar um escritório num lugar conveniente num paraíso fiscal e descobrir uma firma de contabilidade apta a efetuar os seus registros sem exigências — o que é suficientemente bom para a aceitação das autoridades fiscais nestes dias de operações desregulamentadas. São contratados escritórios de advogados e contabilistas nesses paraísos, especializados em camuflar a origem do dinheiro. O sistema institucional de “sigilo bancário” e a facilidade de movimentação financeira garantem a não-identificação das operações. Esta grana roubada de empresas nacionais e estatais (ou “apenas” sonegada), como agora se vê todos os dias na televisão, financia uma porção substancial tanto do déficit da balança de pagamentos do Brasil quanto dos EUA, quando os dinheiros localizados nos paraísos fiscais passam a comprar os bônus e os títulos dos tesouros desses países. Os recursos desviados pelos "reformadores" neoliberais e cleptocratas tupiniquins “transformam-se nos famosos capitais voláteis, que permitem beneficiar ladrões, traficantes e terroristas do mundo todo e, de lambuja, beneficiam as corporações transnacionais, que evadem impostos por toda a parte, incluindo os próprios Estados Unidos”. As transnacionais e as grandes empresas exportadoras também viram nos paraísos fiscais uma forma de ampliar as suas operações de remessas ilegais de lucro. Um exportador argentino, brasileiro ou russo (vinculados às transnacionais) vende a preço faturado ficticiamente baixo, pedindo ao comprador que deposite a diferença numa conta bancária offshore. É desnecessário dizer que o exportador argentino, o brasileiro ou o russo não declararão este haver, assim ele não aparece nas contas oficiais. Mas existe na realidade. É por isso que as dívidas relatadas do mundo excedem as poupanças locais por uma margem do que se vê nas contabilidades como "erros e omissões". As maiores firmas de contabilidade e de advocacia da América do Norte e da Europa obtêm uma proporção crescente dos seus rendimentos ministrando conselhos a companhias que procuram utilizar estas táticas. Os utilizadores primários são gestores de dinheiro e corporações importantes especializados em esconder os seus lucros (ou perdas, no caso da Enron e da Parmalat) da vigilância das autoridades nos seus próprios países. Nos anos 1990, a Enron, a Parmalat - e outros gigantes corporativos criminosos - foram capazes de organizar as maiores fraudes financeiras da história, utilizando finanças estruturadas envolvendo paraísos hot-money. É notável que os neoliberais de plantão, como os tucanos da globalização cleptocrática internacional, louvem este fenômeno ao invés de denunciá-lo. O resultado tem sido criar uma situação em que, se alguém tem de possuir terra, outros ativos tangíveis, ou títulos financeiros, o melhor caminho para evitar os impostos é registrá-los em nome de procuradores offshore. O passo seguinte destas entidades é emprestar este dinheiro de volta para si mesmos, cobrando suficientes juros para absorver o anterior rendimento. Operadores suficientemente grandes para montarem a sua própria companhia de seguros podem tratar como perdas o remanescente do seu rendimento como pagamentos de seguros fiscalmente dedutíveis à sua entidade offshore, criada apenas para este fim, juntamente com os habituais encargos. Operadores financeiramente refinados enviam o seu dinheiro offshore e, então, tomam-no emprestado de volta, pagando suficientes juros, seguros e taxas administrativas para si próprios, a fim de absorverem os seus rendimentos e torná-los assim livres de impostos. Estes pagamentos gastos consigo próprios aparecem no rendimento nacional e nas estatísticas fiscais como um custo de fazer negócios, ao passo que as estatísticas de balança de pagamentos mostram-nos como um fluxo internacional por "serviços" sob a rubrica de "invisíveis". Assim também as estatísticas tornam-se cada vez mais ficcionais. Figuras como aqueles que estavam sendo investigados na CPI do Banestado, ou as operações de Marcos Valério, de Azeredo ou de Arruda, juntamente com os traficantes, os cleptocratas de todos os matizes, os terroristas, os ladrões, os traficantes de armas, etc., são, ao mesmo tempo e contraditoriamente, os homens que roubam as riquezas do Brasil, lavam seus botins nos paraísos fiscais e nos emprestam para que paguemos depois as nossas dívidas interna e externa. Ou seja, a atração dos tais investimentos estrangeiros, que Lula vem sendo obrigado a manter pela política econômica de Meirelhes, e em nome do qual tanta privação nos é imposta, não passa de nosso próprio dinheiro. É brincadeira!!!

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A globalização como utopia dos criminosos e sonegadores em escala mundial: evitando bens tangíveis

Grande parte da dívida externa líquida dos EUA, assim como aquelas de países como a Argentina e Brasil, é possuída pelos centros de capital volátil. Isto já se tornou o significado de "globalização" na sua dimensão financeira. O mais importante fenômeno econômico do mundo que determina as taxas de câmbio hoje foi relegado para a economia "negra" não observável — não apenas o crime, mas o que está se tornando a massa dominante de riqueza corporativa e pessoal. É mais invisível hoje do que nunca, a fim de evitar as autoridades fiscais.

O mais impressionante disso é que a maior parte dos detentores de liquidez na sociedade de hoje são criminosos e sonegadores fiscais. Eles têm uma boa razão para evitar o imobiliário ou outras propriedades tangíveis. É demasiado visível para acusadores e autoridades fiscais. É por isso que as estatísticas de balança de pagamentos classificam os movimentos de capital como "invisíveis". Importante firmas de contabilidade e parceiros legais ocupam-se em inventar truques para evitar impostos e criar um "véu de intermediários" ("veil of tiers") para proporcionar um manto de invisibilidade para a riqueza acumulada por desfalcadores, evasores fiscais, traficantes de droga, traficantes de armas e agências de inteligência do governo norte-americano para utilização nas suas operações encobertas.

Portanto, a grande ironia, hoje, quando se fala, por exemplo, de terroristas como Osama Bin Laden e atentados como os que ocorreram em Londres, ou o tráfico nas favelas do Rio, é que eles existem e desempenham suas ações com extrema eficiência e ousadia justamente porque se beneficiam de um sistema financeiro mundial que lhes permitem ficar na sombra. Os EUA financeiramente vivem de um sistema pernicioso que, hoje, alimenta os terroristas que aflingem a sua própria sociedade. Ou seja, criaram o monstro.

Investimentos “estrangeiros”, em países como o Brasil e a Argentina, não são tão estrangeiros assim

No fim da década de 1980, administradores de dinheiro americanos estavam incorporando fundos mútuos offshore para penetrar ainda mais nos mercados globais de capitais. Os maiores investidores foram políticos bem informados do Terceiro Mundo que compraram o fundo sabendo que os seus bancos centrais pagariam as suas dívidas em dólar, apesar dos altos riscos. Enquanto estes oligarcas locais apareciam nas estatísticas dos seus países como "credores de dólares", ingênuos internos culpavam apenas os ianques, o FMI, o Banco Mundial e banqueiros britânicos por aplicarem austeridade financeira aos seus países para a garantia dos lucros dos especuladores. Ainda que a dívida em dólar da Argentina no princípio da década de 1990 fosse possuída principalmente por argentinos, a operarem do estrangeiro, a partir de centros bancários offshore. Os maiores beneficiários do serviço da dívida externa não foram nem europeus nem norte-americanos, mas os próprios capitalistas voláteis argentinos, não possuidores de títulos na América do Norte e nem na Europa. E o mesmo vem acontecendo com o Brasil.

Para a Argentina ou para o Brasil, um "estrangeiro" era provavelmente um corrupto local a operar de uma conta offshore invisível para o seu governo (o qual era constituído em grande parte por suas próprias famílias). Pode-se encontrar o mesmo fenômeno na Rússia de hoje, onde um "investidor estrangeiro" tende a ser um russo com uma conta offshore a operar a partir de Chipre, da Suíça ou do Lichtenstein, talvez em parceria com um americano ou outro estrangeiro para camuflagem política.

O crime é um dos setores chave para os quais não são feitas estimativas. Ainda que seja talvez o mais líquido, pois ditadores e cleptocratas, ladrões e traficantes de droga, receiam amarrarem-se aos seus ativos de forma visível. As mais novas adições à classe mundial dos rentistas, eles tornaram-se uma fonte de liquidez para as economias de hoje. E é atrás desse dinheiro que os últimos “governos” apátridas no Brasil vêm impondo apertos financeiros inomináveis aos que verdadeiramente produzem e pagam impostos no Brasil.

Conclusão óbvia: a política econômica atual é produto e produtora de corrupção

Mantidas as atuais políticas de submissão dos países "dependentes", manter-se-á esta relação simbiótica onde países como o Brasil tornam-se, ao contrário do que se imagina, verdadeiros exportadores de capital, subsidiando as irresponsabilidades macroeconômicas dos EUA. No mundo real, para que o dinheiro tenha valor efetivo, teoricamente, precisa-se de riquezas energéticas aliadas a trabalho e tecnologia. Apenas em decorrência da fantasia do valor-dólar, os nossos compromissos e nossas políticas econômicas, desconsiderando as nossas vantagens comparativas óbvias em termos energéticos, são direcionadas para se garantir fluxo de capital para o cassino internacional.

Os EUA estão atuando como o "consumidor de última instância", ou seja, estão obtendo um empréstimo maciço e sem juro do resto do mundo sem o compromisso de honrar estes empréstimos. Há uma total inversão da realidade. É pura ideologia. Na verdade, o que acontece é que os países periféricos - que possuem (mas não controlam totalmente) garantias energéticas reais para o padrão-dólar, inclusive e principalmente o petróleo -, estão "importando" as dificuldades da economia americana, estão assumindo problemas não da periferia, mas dos centros financeiros, pois não possuem soberania sobre as decisões macroeconômicas. Por isso, os americanos suportam um situação insólita em que a sua dívida externa assume cifra gigantesca: US$ 3 trilhões.

Essa vulnerabilidade provém dos déficits na conta corrente com o exterior, da ordem de US$ 500 bilhões por ano. Trata-se, como ensina Adriano Benayon, "de dependência análoga à do Brasil e à da Argentina em passado recente, pois quanto mais o balanço de pagamentos se equilibra por meio de investimentos diretos estrangeiros, mais crescem os fatores do desequilíbrio". Porém, não são eles que são obrigados a pagar a conta. Em decorrência das ridículas medidas de submissão de países como o nosso na Era Tucanóide, com uma elite covarde e apátrida, com discursos sobre Banco Central independente, superávit fiscal, Lei de “Responsabilidade” Fiscal e coisas do gênero, somos nós, detentores de riquezas efetivas, que pagamos o descontrole financeiro ianque.

O ingresso de capitais estrangeiros nos EUA subiu de US$ 142 bilhões em 1990 para US$ 466 bilhões em 1996. Em 2000 atingiu 1,24 trilhão, em grande parte decorrentes da festa exploratória das transnacionais sediadas nos países periféricos e das remessas encobertas de lucros. Mas os norte-americanos, diferentes de outros países como o Brasil, não são obrigados a manter suas contas controladas pelo FMI e, a continuar o atual não-sistema financeiro mundial, jamais serão obrigados a resgatar estas dividas. E, de lambuja, ainda alimentam todas as formas desenvolvidas de criminalidade e terrorismo.

Lula, já no primeiro mandato, foi eleito com aproximadamente 80% de aprovação, não podemos nos esquecer disso, pois devemos contar não apenas os cinqüenta e poucos por cento dados a ele, mas todos os votos que não foram para o tucanóide enxacoco Serra. Foram 80% de repúdio ao modelo atual. Por isso, Lula não deveria ter o direito de errar, não poderia desperdiçar a oportunidade ímpar de remover o modelo dependente pela raiz. Ele foi eleito para isso, não para aprofundar o que o povo quis varrido do País. Embora a mídia adestrada e comprada tenha tentado mostrar a saída de FHC como honrosa e até vitoriosa, não há como negar que o tucano foi rechaçado pelos brasileiros, abominado, menosprezado, derrotado. O seu desgoverno apátrida e canalha foi tão ruim, tão repudiado pelo povo, que fez até o milagre de antipetistas históricos votarem no Lula. Com as dificuldades em se desconstruir a herança maldita de FHC, Lula fez o que foi factível fazer. Caberá agora a Dilma a limpeza total. É isso.

Said Barbosa Dib é analista político e professor de História em BsB


E.mail: saidib@ig.com.br


Obs.: O professor Michel Hudson, cujo trabalho é a base deste artigo, é economista financeiro independente e atua na Wall Street. Depois de trabalhar como economista especializado em balança de pagamentos para o Chase Manhattan Bank e para a Arthur Anderson na década de 1960, lecionou finanças internacionais na New School em Nova York. Atualmente é Distinguished Professor of Economics na Universidade do Missouri (Kansas City). Ou seja, conhece bem as sujeiras todas por dentro. Publicou numerosos trabalhos acerca da dominância financeira dos EUA. Também foi conselheiro econômico dos governos canadense, mexicano, russo e norte-americano. Seus livros incluem Trade, Development, and Foreign Debt (Pluto, 1992, 2 vols.). É autor do livro Super Imperialism — The Origin and Fundamentals of U.S. World Dominance (Pluto Press, 2003, 425 p., ISBN 0-7453-1989-0). O seu site está em http://michael-hudson.com/indexbody.html

CANALHA BARATO

O canalha César Benjamin publicou outro artigo na Folha de São Paulo de hoje, 02/12, tentando justificar o artigo fecal anterior. Diz o canalha César Benjamin que o motivo do artigo fecal foi o filme Lula, o filho do Brasil. O artigo de hoje poderia muito bem ter sido escrito pelo príncipe das trevas, FHC, ou por qualquer outro troglodita da oposição feroz e virulenta. O ataque (encomendado) ao presidente Lula está carregado de ódio, de inveja. Diz o canalha que o filme é eleitoreiro, que vai ser lançado em ano eleitoral, fala em perpetuação no poder. O canalha César Benjamin se esquece de um pequeno detalhe: o presidente Lula não é candidato, não vai ser reeleito porque não é candidato, porque não pode ser candidato pela terceira vez consecutiva. Se o fosse, não seria necessário um filme para ele se reeleger. A reeleição de 2006 provou isso, sem qualquer filme enaltecendo-o; ao contrário, o presidente Lula foi massacrado sem piedade pela mídia e pela oposição feroz e virulenta. Mesmo assim se reelegeu em votação histórica porque o povo ficou sabido, não caiu na conversa dos “formadores de opinião”, deu uma banana para a mídia. O canalha César Benjamin é uma dessas bestas que não entendem o porquê da alta popularidade do presidente Lula. Essas bestas não percebem que a vida do povo brasileiro deu um salto espetacular de qualidade no governo Lula. Hoje o povo tem emprego, salário, está comprando carros, imóveis, bens duráveis, alimenta-se bem, a economia brasileira está bombando, o Brasil não quebrou com a crise econômica mundial. O canalha César Benjamin uniu-se ao que há de pior na política brasileira, o PSDB/DEM e os donos dos jornalões, e foi incumbido de inventar uma campanha sórdida para beneficiar a oposição. Só assim ele saiu do ostracismo a que foi relegado por sua mediocridade. Têm razão seus amigos quando dizem que ele cometeu um ato de suicídio politico. E não foi por uma boa causa, como diz o canalha, mas foi em causa própria, motivado por inveja e uma grana pouca (porque é barato, o vagabundo). Resumindo, é mais um canalha barato sem causa tentando faturar algum às custas dos outros.
Jussara Seixas

O CARTÃO DO PANETONE !!!

O PTrem das treze: "Nós, do consórcio politico-empresarial DEMOTUCANO na certeza absoluta de voltarmos ao poder no Brasil, desejamos a todos os eleitores brasileiros um FELIZ 2010 !!!
DEMOCRATAS - 25 !!!PSDB - 45 !!!"(Clique na "meia" para ampliar o butim)

PARE E PENSE:

"Eis que vos digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar dolhos, ao ressoar da última trombeta." 1 Coríntios 15.51-52

Será que já chamou a sua atenção o fato de a Bíblia falar tão pouco sobre o arrebatamento? Por que será que ela menciona tão poucas vezes esse assunto? Porque o arrebatamento é um mistério – como Paulo se expressa no versículo acima. Mas em que consiste esse mistério do arrebatamento para nós, que somos filhos de Deus? O próprio Senhor Jesus o revela em João 16.22-23: "Assim também agora vós tendes tristeza, mas outra vez vos verei; o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém poderá tirar. Naquele dia nada me perguntareis..." O Senhor diz que, no momento em que O virmos, todos os mistérios e enigmas estarão solucionados e todas as nossas perguntas estarão respondidas. Também chama a nossa atenção o fato de que o Senhor não somente diz que quer nos ver, mas que Ele quer nos ver outra vez. Mas como poderemos revê-lO por ocasião do arrebatamento? Porventura já O vimos alguma vez? Sim, pois agora O vemos e O reconhecemos na Palavra de Deus. Mas então, quando Ele vier nas nuvens do céu, O veremos como Ele é. Mas este é um grande mistério!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

LANÇAMENTO NACIONAL

Os primeiros que adquiriram foram os DEMOTUCANOS

CIRO GOMES: `
É mais fácil boi voar que Serra virar nordestino´

Abriram-se os portões do inferno… Olhe os demos aí

Faltou alguém????

jornal nacional e Ali Camel (*) tiram frase de Lula do contexto sobre as imagens de Arruda

Paulo Henrique Amorim: O Ali Camel (*) fez o que se previa – clique aqui para ler “Dutra explica por que Lula falou que imagens não falam por si”
A manchete do jornal nacional
teve a finalidade de constranger Lula: dar a impressão de que o Presidente do Brasil é um néscio, um coitadinho que não entende o que vê.
Depois, o jornal nacional mostrou todos os vídeos de corrupção explícita, para depois mostrar a frase aparentemente absurda do Presidente Lula. Se o Ali Camel (*) não fosse o Ali Camel (*), a manchete do jornal nacional seria óbvia: Lula espera a Justiça para se manifestar.
A reação de Lula foi irretocável: se imagem fosse a Lei, o gol da França com a ajuda da mão do Thierry Henry teria sido anulado. É preciso esperar a Polícia Federal apurar e a Justiça se manifestar.
Foi o que ele disse, conforme o Blog do Planalto.
Agora, o PiG (**) quer crucificar o Arruda rápido, para não respingar no Zé Pedágio.
Arruda, como disse a Folha (***), ia ser vice do Zé Pedágio.
O presidente dos tucanos em Brasília tomava grana com o Arruda.
Um amigo navegante me telefonou para ponderar que as Organizações (?) Globo não embarcaram no sórdido artigo de um ex-militante do PT, que recebeu de presente uma página no primeiro caderno da Folha (***) para denegrir o Presidente da República.
Clique aqui para ler “A Folha é o que é porque o dono é o que é”
Certo, a Globo não embarcou nessa forma de sordidez. Prefere as suas, próprias.
Em tempo:
o jornal nacional procurou as doutas palavras do Supremo Presidente do Supremo sobre o mensalão do DEMO (onde Ele tem tantos amigos, como o parceiro do grampo sem áudio). Gilmar Dantas (****) deu uma declaração que inscreverá nos Manuais da História da Civilização Ocidental: uma vergonha !
(*)Ali Camel é aquele que se utiliza da Globo para povoar mentes desérticas e disseminar idéias conservadoras e golpistas (sem muito sucesso).

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista

(***) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; é que é o que é, porque o dono é o que é ; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(****)Veja como um notável jornalista do Globo (do Globo !) se refere a Ele

LULA RESPONDE...

O governo federal vai intervir nos municípios...

> Alceu Joventino da Silva, 40 anos, professor de Glória do Goitá (PE) - O governo federal vai intervir nos municípios que insistem em descumprir a lei que estabelece o piso nacional para professor, uma vez que alegam não terem condições orçamentárias?
Presidente Lula - Desde julho do ano passado, quando sancionei a Lei n° 11.738, os professores, diretores e coordenadores pedagógicos em exercício nas escolas públicas, com formação de nível médio e jornada de 40 horas semanais, têm a garantia de não ganhar abaixo de R$ 950,00 por mês. Governadores e prefeitos tiveram um prazo para ajustar seu orçamento ao pagamento do piso, que acaba no próximo mês. A partir de janeiro de 2010, o pagamento terá de ser integral. Estados e prefeituras que comprovem insuficiência de recursos receberão complementação do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A fiscalização do cumprimento da lei será feita pelo Ministério Público ou pelo Tribunal de Contas e caberá ao Poder Judiciário aplicar as devidas sanções. O projeto de lei que encaminhamos ao Congresso em 2007 significou o resgate do pacto nacional pela valorização do magistério, firmado em 1994, com valores atualizados. O piso valoriza a carreira do professor e permite avançar na busca da qualidade da educação básica.

> Leonardo Conduru, 41 anos, sociólogo de Belém (PA) - Além dos investimentos do PAC nos setores fundamentais para o desenvolvimento, o governo não poderia criar um PAC Empreendimentos/Geração de Emprego e Renda voltado para a produção de alimentos e bens de consumo?
Presidente Lula - A geração de emprego e renda e a produção de alimentos são prioridades nossas e figuram em diversas ações do governo. O programa Mais Alimentos, por exemplo, permite ao agricultor familiar tomar financiamento de até R$ 100 mil, com juros de apenas 2% ao ano. Só de tratores, o programa já possibilitou a compra, em um ano, de 18.334 unidades. Hoje, os agricultores familiares são responsáveis por 70% dos alimentos consumidos no país. Em relação aos bens de consumo, a indústria e o comércio estão contratando muito mais para dar conta do aumento do consumo em função das desonerações. Estamos agora reduzindo o IPI dos produtos do setor moveleiro e prorrogando as desonerações para materiais de construção, veículos a álcool ou flex, e produtos da linha branca. O resultado é a criação, só de janeiro a outubro deste ano, apesar da crise financeira, de 1.163.000 novos postos de trabalho. Desde 2003, já são mais 11.921.260 os novos empregos com carteira assinada. E a renda média do trabalhador cresceu, em termos reais, 8,6% de 2002 a 2008.

> Nabyh Salum, 76 anos, médico de Goiânia (GO) - Por que cobrar impostos tão altos sobre equipamentos radiológicos importados, que são destinados à saúde do povo brasileiro? Os exames radiológicos saem mais caro.
Presidente Lula - Os equipamentos radiológicos importados, quando não há similares de produção nacional, são beneficiados temporariamente por redução e mesmo por isenção de impostos. Equipamentos como tomógrafo computadorizado, aparelhos para densitometria óssea e tubos para raios-x, que até hoje não são produzidos no Brasil, estão isentos do imposto de importação. Até equipamentos de angiografia e hemodinâmica, que já possuem fabricação nacional, ainda estão isentos, mas essa situação será revista. Outros, como aparelho de raios-X, mamógrafo, arco-cirúrgico, que já são produzidos no Brasil, recebem taxação de 14% de imposto de importação. Essa taxação é necessária para possibilitarmos a geração de empregos no país, o desenvolvimento da indústria nacional e a caminhada em direção à autossuficiência e ao barateamento futuro desses equipamentos. A redução e a isenção de impostos nessa área não significam o repasse automático para o consumidor. O governo está discutindo formas de assegurar que a redução seja repassada ao preço final dos equipamentos.
>> Você também pode enviar sua pergunta para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo endereço www.opovo.com.br/politica ou pelo e-mail politica@opovo.com.br

Gabrielli inaugura laboratório e participa de seminário na USP


A Petrobras e a Universidade de São Paulo (USP) inauguraram nesta terça-feira (1/12) o novo laboratório do Tanque de Provas Numérico – TPN. O projeto faz parte da Rede Temática de Computação Científica e Visualização, conhecida como Rede Galileu, que possibilitou a construção de novas instalações do TPN-USP em uma área de quase 1600 m2, com acomodações para mais de 80 pesquisadores. Com a modernização, este laboratório da USP passa a ser um dos mais avançados do mundo para a realização de ensaios e testes em sistemas de produção de petróleo e gás offshore (em alto mar). Na parte da tarde, Gabrielli participou do primeiro seminário do ciclo “Pré-sal na USP” com o tema “O Contexto Energético, as Perspectivas do Pré-sal e o Modelo de Organização da Indústria de Petróleo no Brasil”.

(mais…)

As Aventuras de Rin Tin Tin

"Lei Maria da Penha deve ser protegida em todos os flancos", diz Serys

A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) afirmou na manhã desta terça-feira (1º), ao se manifestar pela rede social (www.twitter.com/Serys), que a Lei Maria da Penha deve ser protegida em todos os flancos e que irá lutar por isso. No Senado, há em andamento discussões de um Grupo de Trabalho responsável por propor mudanças no Código do Processo Penal. Serys fez várias observações para que a Lei Maria da Penha conste do Código, já que há propostas que aliviam as punições.
"Precisamos iniciar um movimento para que o relator (senador Renato Casagrande – PSB-ES) reconsidere os pontos que ele não quis alterar em seu relatório. Já estou recebendo inúmeras manifestações em apoio à Lei Maria da Penha", disse Serys em seu twitter. Na edição da revista Istoé desta semana, a própria Maria da Penha Maia Fernandes, biomédica que ficou tetraplégica pelas agressões sofridas do ex-marido, alerta que está apavorada com a possibilidade de a lei ser revogada pelas mudanças propostas para o novo Código do Processo Penal. O Grupo de Trabalho foi criado no Senado justamente para propor modernizações no Código, mas a possibilidade de retirar a proteção contra as mulheres vítimas de violência de seus maridos, namorados ou companheiros, representa um duro golpe ao que representa a Lei Maria da Penha.
Leia a matéria "Conquista Ameaçada", da revista Istoé desta semana.
Conquista ameaçada - Wilson Aquino
Com apenas três anos em vigor, a Lei Maria da Penha, que pune a violência contra a mulher, pode ser extinta pelo Senado Federal Nas palestras em que é convidada a participar nos mais distantes rincões do País, a biofarmacêutica cearense Maria da Penha Maia Fernandes costuma contar a história da mulher que a abraçou e, chorando, lhe agradeceu porque, desde que o marido da vizinha foi preso por espancá- la, seu próprio companheiro, temeroso de destino idêntico, nunca mais lhe bateu.
O caso traduz a essência da Lei Maria da Penha: mais do que punir com rigor os agressores, está modificando a cultura brasileira que tolera e considera normal um marido ameaçar, humilhar e até espancar a mulher. No Brasil, onde muitas leis ficam só no papel, esta surpreendeu por sua aplicação rigorosa e imediata. Entretanto, corre sério risco de ser praticamente extinta. Tudo depende de um projeto de lei em tramitação no Senado. Se aprovado, modifica o Código de Processo Penal, fazendo com que os crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher voltem a ser considerados de menor potencial. Na prática isso significa impunidade.
Esses crimes voltariam a ser resolvidos com penalidades pecuniárias, como pagamento de cestas básicas e indenizações. "Estou apavorada com essa reforma", disse Maria da Penha. A preocupação de Maria da Penha, que vive sobre uma cadeira de rodas devido aos tiros que levou de seu ex-marido, um professor universitário que tentou matála por não se conformar com a separação, é a mesma de juízes, defensores públicos e promotores de Justiça que militam na área da violência doméstica.
"A Lei Maria da Penha basicamente é revogada com esse novo Código de Processo Penal", alerta a juíza fluminense Adriana Ramos de Mello, presidente do Fonavid, o fórum que discute a questão da violência familiar. A ministra da Secretaria Especial de Política para as Mulheres (SPM), Nilcéa Freire, também está angustiada. "Esse projeto não pode ser votado da maneira que está porque praticamente acaba com uma lei que a ONU classifica como uma das três melhores existentes no mundo para diminuir a violência contra a mulher", adverte a ministra.
Ninguém é contra a reforma do Código de Processo Penal, que vigora desde 1941. O que aflige é a falta de cuidado da comissão do Senado que redigiu o projeto com a realidade enfrentada pela mulher brasileira. Após a implantação da Lei Maria da Penha, em 2006, as mulheres têm buscado mais os seus direitos. Dados do Conselho Nacional de Justiça estimam em mais de 150 mil o número de processos instaurados nos Juizados da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher no País, a partir da lei. Desde a sua implantação, mais de 1,8 mil homens foram presos e quase 20 mil mulheres foram beneficiadas com medidas de proteção e segurança. "A minha participação, agora, é coletar assinaturas contra a aprovação dessa reforma", diz Maria da Penha.

Ex-preso do MEP afirma que artigo de Benjamin é "um horror"

Folha de S. Paulo - 01/12/2009

João Batista dos Santos diz não ter "nada a comentar" sobre texto em que colunista relata ter ouvido Lula dizer que tentou "subjugar" companheiro de cela FÁBIO AMATO
O eletricista João Batista dos Santos, ex-militante do MEP (Movimento pela Emancipação do Proletariado) e um dos homens que estiveram presos com o então sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva em 1980, durante a ditadura militar (1964-1985), chamou de "um horror" o artigo do colunista César Benjamin, publicado pela Folha na semana passada.
Ao ser questionado se, conforme Benjamin relata ter ouvido de Lula, o então sindicalista tentou "subjugá-lo", num contexto sexual, quando foram companheiros de cela, Santos declarou: "Não tenho nada para comentar sobre o assunto". No artigo "Os filhos do Brasil", Benjamin relatou um comentário que diz ter ouvido do próprio Lula, então candidato nas eleições presidenciais de 1994. Segundo Benjamin, naquela época filiado ao PT, Lula afirmou, numa reunião da campanha, que, no período em que esteve preso no Dops, em 1980, tentou "subjugar" um companheiro chamado por ele de "menino do MEP", cujo nome não foi citado.
Santos recebeu a reportagem da Folha no final da noite de domingo em sua casa, em Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo, onde vive há cerca de um ano e dez meses com a mulher e dois de seus oito filhos. Ele não permitiu que a entrevista fosse gravada nem aceitou ser fotografado. A reportagem chegou à cidade no sábado e tentava ouvi-lo desde então. No início da madrugada de domingo, Santos fez o primeiro contato, por e-mail. Na mensagem, disse que havia outros "companheiros do MEP" naquela cela do Dops e, portanto, não entendia o motivo de o jornal procurá-lo.
Santos escreveu ainda no e-mail que não tinha nada a dizer sobre o episódio narrado por Benjamin e que estava "convertido em uma religião que não me permite mentir". Finalizou o texto dizendo que ficou "muito emocionado" com os relatos de Benjamin sobre o tempo em que ficou preso na ditadura, "sendo que aqueles mais ferozes da prisão foram amigáveis para com ele". No texto de sexta-feira, Benjamin relatou sua experiência na prisão durante a ditadura e contou que não foi molestado pelos presos comuns.
Na entrevista à Folha, que durou cerca de 40 minutos, Santos, 60 anos, mudou a versão e afirmou que era o único integrante do MEP entre os homens presos na cela do Dops em que também estava Lula. Disse que continua filiado ao PT, mas abandonou a militância após se mudar para o litoral. Santos disse que soube do artigo de Benjamin no dia seguinte à sua publicação, quando passou a receber telefonemas de jornalistas e antigos companheiros. Segundo ele, a situação foi "constrangedora". Em seguida, contou que nasceu na cidade de Cristina (411 km ao sul Belo Horizonte), onde trabalhou como agricultor nas terras da família antes de se mudar para a casa de parentes em São José dos Campos (SP), por volta dos 17 anos.
Santos disse que ficou pouco tempo em São José e se mudou para São Bernardo (ABC paulista), onde se tornou metalúrgico. Na década de 1970, teve contato com o MEP, organização de esquerda que lutou contra a ditadura e, mais tarde, disse que ajudou a fundar o PT.
Segundo ele, sua função no MEP era "fazer a conscientização política" de trabalhadores em algumas fábricas da cidade.
Além dos 30 dias de prisão em 1980, disse que já havia passado um período de dois dias preso no Dops, em 1978. Quando deixou a prisão pela segunda vez, mudou-se novamente para São José dos Campos e foi "cuidar da vida." Militou ativamente pelo PT e, em 1983, ajudou a eleger um dos 14 irmãos, Braz Cândido Santos, hoje com 62 anos, vereador na cidade.
Em 2003, obteve a anistia e, há cerca de um ano e dez meses, mudou-se para o litoral. Segundo o site do Ministério da Justiça, ele teve deferido pedido em 30 de abril de 2003 para receber remuneração mensal de R$ 2.030,70. O anistiado disse que não conhece Benjamin. E afirmou acreditar que Lula "deve estar chateado" com o relato feito pelo colunista no artigo. Santos se negou a fazer qualquer comentário sobre o presidente ou o seu governo. O anistiado falou que voltou a encontrar o ex-companheiro de cela apenas uma outra vez, antes da vitória nas eleições de 2002, mas não soube precisar a data. Para Santos, o jornal deveria tê-lo procurado antes da publicação do artigo.
Santos pediu que fosse publicado que ele conheceu o publisher da Folha, Octavio Frias de Oliveira, morto em 2007, quando prestou serviços em uma granja mantida pela família em São José dos Campos, na década de 1990. Segundo ele, nas conversas entre os dois, o publisher elogiava Lula e se mostrava simpático a um governo do petista.
Ele também pediu que fosse publicada sua declaração de que os herdeiros de Octavio Frias de Oliveira na Folha "não seguem o exemplo do pai." Segundo Santos, se o publisher ainda estivesse no controle do jornal "este artigo não teria sido publicado". A mulher de Santos, Márcia Cristina Muniz, disse que, quando o marido falou de Lula, "foi sempre de maneira positiva", e que nunca tinha ouvido relatos sobre uma possível tentativa de abuso na prisão. Criticou ainda o artigo, que chamou de "baixaria", e disse temer que os filhos, em idade escolar, possam ser vítimas de chacotas por parte dos colegas.

"Espero que o Congresso tenha maturidade para entender o problema"

É uma questão de não compactuar com o vandalismo político na América Latina

Delator era ligado a Roriz e Arruda

Nas gravações, políticos pedem favores a Durval e o tratam até com reverência

De Evandro Éboli:

Pivô do escândalo de corrupção que atingiu em cheio o governo do Distrito Federal, o delegado aposentado da Polícia Civil Durval Barbosa Rodrigues aparece nas gravações demonstrando muita proximidade com os envolvidos no escândalo. Nas imagens, os interlocutores parecem respeitá-lo bastante e o tratam como uma alta autoridade do governo, até com certa reverência. Deputados, secretários e outros políticos pedem sua interferência e ajuda em vários momentos.

O inquérito demonstra que Durval, mesmo já monitorado pela Polícia Federal, agia de maneira independente. Quando começou, em outubro, a gravar as conversas com aparelhos de escuta da Polícia Federal, o delegado controlava essas gravações.

Entre 4 a 8 de novembro, por exemplo, ele simplesmente desligou os equipamentos que estavam instalados na sua sala, o que mereceu registro da PF. Somente quando o final das investigações se aproximava — e o governador José Roberto Arruda e seus secretários já tinham conhecimento que estavam sendo investigados — Durval julgou que corria riscos.

Em momento algum Durval demonstrou ter receio de gravar os encontros e as conversas com as pessoas. A câmera estava sempre na mesma posição, atrás de sua cadeira, sem despertar desconfiança de ninguém. O delegado agia rapidamente nos encontros e se preocupava em logo repassar o dinheiro, sem prolongar demais os diálogos. Nas fitas, esses encontros duram poucos minutos.

Motivado a colaborar e entregar o esquema, para obter o benefício da delação premiada, Durval é réu em 33 processos, sendo 31 na Vara da Fazenda e dois na Vara Criminal do Distrito Federal. Ele foi citado, em 2004, no processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que julgou a perda do mandato do então governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, hoje no PSC. Roriz foi acusado de abuso de poder econômico durante a campanha para sua reeleição, em 2002. Leia mais em O Globo

Arruda seria o vice de Serra, segundo a Folha (*)

Paulo Henrique Amorim:
O Conversa Afiada reproduz comentário do amigo navegante José Maia:
José Maia

A Renata Lo “Serra” Prete tenta livrar a cara do Serra e jogar Arruda na conta do Aécio – advinha que mandou: A Renata Lo “Serra” Prete tenta livrar a cara do Serra e jogar Arruda na conta do Aécio. Ela só se esqueceu de um detalhe: fazer uma consulta nos arquivos da própria Folha.
Se o fizesse iria encontrar lá a imagem sorridente do Serra e do Arruda articulando a chapa deles para as eleições de 2010, como presidente e vice, respectivamente.

Está com dúvida: então consulte o link e a reportagem abaixo.

28/10/2008 – 18h47

Serra, do PSDB, e Arruda, do DEM, ensaiam aliança para 2010, em Brasília

Em nome de uma parceria técnica destinada à melhoria de moradias populares, os governadores de São Paulo, José Serra (PSDB), e do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM) sinalizaram nesta terça-feira a eventual aliança política para 2010. Ambos trocaram elogios mútuos na presença de líderes nacionais dos dois partidos políticos.

A justificativa oficial para o encontro dos dois governadores e das demais autoridades foi a assinatura de um convênio técnico para cooperação em habitação popular. O objetivo é executar programas de regularização fundiária, urbanização e capacitação profissional.

Mas na prática Arruda e Serra indicaram que a união entre os dois e seus partidos está evoluída. O governador do Distrito Federal brincou que estava “copiando” um projeto do colega de São Paulo.

(*)
Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; do câncer do Fidel; da ficha falsa da Dilma; de Aécio vice de Serra; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; e que, nos anos militares, emprestava carros de reportagem aos torturadores.

O PETRÓLEO DO PRÉ-SAL É NOSSO!

Escreveu Carlos Fernando Priess (*)

"Depois que me vi condenado a seis meses de prisão, e posto numa cadeia de assassinos e ladrões, só porque teimei em dar petróleo à minha terra, morri um bom pedaço na alma". (Monteiro Lobato)

Pensar que o escritor e poeta Monteiro Lobato, tenha sido preso, por ter tido a audácia de lutar em favor da sua idéia e convicção, de que existia petróleo no Brasil. Chegou a escrever, entre suas obras, o livro“O poço do Visconde”, no qual é descoberto petróleo no “Sitio do Pica-Pau Amarelo”.

Hoje, somos auto-suficientes em combustível e todos os seus derivados, graças a impetuosidade de tantos brasileiros, que levaram à frente a determinação de Monteiro Lobato. Como disse a Ministra Dilma Rousseff, encontramos petróleo “atrás do galinheiro”, na chamada camada pré-sal, uma faixa que se estende ao longo de 800 quilômetros entre os Estados do Espírito Santo e Santa Catarina, abaixo do leito do mar.

Por enquanto, foram descobertas três bacias sedimentares e o petróleo encontrado, nessa área, está a profundidades que superam os 7 mil metros, abaixo de uma extensa camada de sal que, segundo geólogos, conservam a qualidade do petróleo.

Temos, entretanto, que estar afirmando que este petróleo recém-descoberto é nosso, nos pertence, evitando que as poderosas forças do imperialismo, embora abaladas com a quebradeira americana, que sempre pensam numa recolonização de nosso país, possam querer nos transformar num Iraque.

Como no passado, temos que manter viva a chama do nacionalismo, pois somos, finalmente, uma grande potência do petróleo, estando em nossa frente, apenas Irã, Iraque, Arábia Saudita e, quem sabe, a Venezuela.

Segundo técnicos da Petrobras, as reservas de petróleo no pré-sal, somam algumas dezenas de bilhões de barris, cujo valor, atingiria 13 trilhões de dólares, o equivalente ao PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos. Essas reservas pertencem ao Brasil, pertencem ao povo, como tem repetido o Presidente Lula.

Trata-se de uma das maiores reservas de petróleo do mundo, graças a uma situação geológica única, brindada pela natureza na separação dos continentes africano e sul-americano. É necessário levar em conta também, que o Brasil hoje domina a tecnologia para a exploração em águas profundas, pois já atravessamos a barreira da camada de sal.

A reserva de petróleo do Pré-Sal, numa extensa área de 800 km por 200 km, vem coroar 50 anos de exploração e nos dizer que teremos uma fase fantástica, pois são estimados volumes na ordem de 80 bilhões de barris, o que nos permitirá sanar em definitivo a dívida interna e externa.

E nesta hora, é preciso estar atentos, pois se chegarmos a exportar os excedentes eventuais, que isto seja feito pela Petrobrás, para que o povo brasileiro possa então, usufruir dos benefícios dessa fantástica riqueza, pois é evidente que o petróleo irá gerar enormes dividendos, que terão ser distribuídos em benefício da população brasileira, e jamais, para as mãos estrangeiras.

Importante que saibamos que cerca de 40% das ações da Petrobras estão nas mãos do capital privado, sendo a maioria pertencente a empresas transnacionais, o que poderá impedir que os brasileiros deixem de ser beneficiados com o pré-sal.

Dentre as reflexões, que precisamos fazer e estar atentos, é bom que se registre, que o gás e o petróleo do pré-sal, já estão impulsionando um novo mercado no Estado do Espírito Santo e buscando resguardar os direitos advindos pela nossa legislação, para as explorações nas águas territoriais capixabas.

Santa Catarina deixa de receber substancial importância, dos royalties da Petrobrás, na exploração atual, em águas catarinenses, porque o Paraná, em tempos idos, “conseguiu provar” que nossas águas marítimas, pertencem àquele Estado vizinho. Existe uma ação transitando no Supremo Tribunal Federal e que a classe política, pouco ou nada tem feito para que seja tomada uma decisão definitiva sobre o tema.

O petróleo do pré-sal é dos brasileiros e que beneficie a todos, com um pouco mais àqueles que tenham a ventura de ter suas águas banhando seus Estados, não deixando morrer um pedaço de nossa alma, como a de Monteiro Lobato.

(*) Advogado/Economista - carlos@priess.com.br

Itajaí - SC

BYE, BYE, SERRA 2010

VELHOS TEMPOS: Bonanza

Lula em Portugal: Honduras, Obama, clima e filme

Desenvolvimento sustentável exige inovação como a dos biocombustíveis

Blog do Planalto: Para termos desenvolvimento sustentável no mundo é preciso inovar e cooperar. O Brasil, afirmou o presidente Lula na abertura da 19ª reunião da Cúpula Ibero-americana nesta segunda-feira (30/11) em Estoril (Portugal) está pronto para dar a sua contribuição. Enquanto o mundo se esforça para diversificar sua matriz energética e cumprir metas ambientais, o Brasil oferece sua tecnologia de biocombustíveis, “uma alternativa segura, limpa e eficaz”, defendeu o presidente brasileiro.

A Cúpula Ibero-americana tem este ano como tema a inovação e o conhecimento, que serão fundamentais, afirmou Lula, para o sucesso da Conferência da ONU sobre Clima (COP 15) marcada para meados de dezembro em Copenhague (Dinamarca):

PARE E PENSE

"Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam." 1 Coríntios 2.9

A Igreja de Jesus é apresentada nas Escrituras como tendo uma porção dobrada de glória, ou seja, como corpo de Cristo e como templo de Deus. A verdadeira glória do membro da Igreja de Jesus é tão grande, tão imensa, que só podemos imaginá-la por meio de uma representação figurada, por exemplo, quando o Senhor diz que somos Seu corpo, Seu templo. A glória em si é algo que não se consegue descrever. No Novo Testamento há sete parábolas do Senhor sobre Suas bodas – elas tratam de Seu casamento com a noiva. Mas em nenhuma delas a noiva é mencionada; ela nem aparece. Ela ainda está oculta. Por quê? Porque a noiva do Cordeiro somente será revelada no arrebatamento de toda a Igreja de Jesus, diante do Tribunal de Cristo. Esse grande momento decide quem de fato pertence à noiva do Cordeiro e quem não pertence. Não é por acaso que a noiva só é mencionada no último livro da Bíblia: a "...esposa a si mesma já se ataviou." Como deveríamos nos esforçar mais ao nos dar conta da grandiosidade dessa glória!

ORGULHO DE SER PETISTA

Envie suas fotos para publicação no
Blog da Dilma e no Desabafo Brasil

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

ENTREVISTA: DEP CARLOS ABICALIL (PT)

Militante do movimento sindical da Educação, há mais de 20 anos, o deputado Carlos Abicalil (PT-MT), em seu segundo mandato, prioriza o setor na sua atuação parlamentar. É fiel defensor da educação pública, gratuita e de qualidade, Carlos Abicalil elogia os avanços na área educacional alcançados pelo dois governos do presidente Lula.
De acordo com ele, com políticas consequentes, com responsabilidade social e fiscal, o governo federal já alcançou 70% do que era previsto para melhorar o setor. O que significa que o governo Lula passou nas provas e superou a média de execução de qualquer outro período, para aprimorar a educação no Brasil. Em entrevista ao Informes, o parlamentar discorre também sobre o desafio do próximo Plano Decenal de Educação, que dever ser sinônimo de inclusão, diz . O deputado é formado em Filosofia, História e Sociologia e pós-graduado em História Contemporânea.
Por Gizele Benitz
Informes - Quais os avanços que o senhor destaca na área de educação promovidos pelo governo Lula?
Carlos Abicalil
- Em primeiro lugar, é preciso destacar a sensibilidade que o presidente Lula e o seu governo têm com o tema educacional, promovendo um protagonismo das iniciativas públicas e de atenção à necessidade de se ter um equilibrio de responsabilidade federativa entre os estados, os municípios e o governo federal. A transferência de recursos da União em favor de estados e municípios para investimentos em educação é fortemente positiva e crescente ao longo do período de governo Lula. Evidentemente que a isso se somaram iniciativas que alteraram essa obrigatoriedade, como ocorreu no segundo governo Lula. Esse é o caso da emenda constitucional que criou o Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), uma aspiração do movimento social. Cito ainda a instituição do programa Universidade para Todos (Prouni), que sofreu oposição forte no seu nascedouro e hoje é reconhecidamente um programa que dá oportunidade aos jovens desprovidos de renda e oriundos de escolas públicas, de cursarem uma faculdade. Nestes sete anos o governo Lula duplicou o acesso ao ensino superior, através das universidades federais. Passamos de 113 mil para 227 mil matrículas, com a criação de 13 novas universidades.

Informes - E quais outras iniciativas para o setor que o senhor destacaria?

Carlos Abicalil -
O presidente Lula não descuidou da educação técnica profissional, expandindo os institutos federais de educação tecnológica como nunca antes na história deste país. Tudo isso é possível pela alta sensibilidade do presidente Lula e sua vinculação permanente com os movimentos sociais que sempre tiveram como pauta prioritaria os movimentos de educação e de juventude.
Informes - E qual a sua avaliação da emenda constitucional promulgada pelo Congresso Nacional e que desvincula os recursos da educação?

Carlos Abicalil
- Essa medida contribui efetivamente para devolver os recursos ao setor. Fui autor de um projeto semelhante apresentado em 2003 e que tramitou apensado. A emenda amplia os recursos da educação ao excluir do cálculo da Desvinculação de Receitas da União (DRU) os recursos destinados a essa área. Serão destinados integralmente 18% do total de recursos arrecadados com impostos federais à educação, como prevê a Constituição Federal de 1988. Com isso, vamos resgatar uma demanda de 15 anos para devolver os recursos à educação. A estimativa para este ano, e também para 2010, é de R$ 15 bilhões adicionais, ou seja, três vezes o valor do Fundeb de 2009. Já em 2011, não haverá mais a incidência da DRU sobre os recursos que a União deve direcionar à Educação. A emenda também assegura o direito ao ensino básico gratuito de 4 a 17 anos. Hoje, a universalização abrange apenas o ensino fundamental.

Informes - Qual é a expectativa para a formulação do novo Plano Nacional de Educação que orienta toda a atividade educacional do País e vai vigorar de 2011 a 2020?

Carlos Abicalil
-A concepção dele é diferente. Esse novo Plano terá a anuência da sociedade civil, diferente do período anterior em que o plano proposto pelo governo Fernando Henrique se opôs ao plano da sociedade civil. A Conferência Nacional de Educação, em abril de 2010, será uma ferramenta importante para envolver segmentos e interessados na área de educação. Esse diálogo formará, sem dúvida, massa crítica capaz de fazer um bom diagnóstico das nossas carências e, mais do que isso, apontará diretrizes e estratégias firmes para sua superação. O novo Plano Nacional de Educação traçará metas de acesso e qualidade da educação que devem ser atingidas pelos governos federal, estadual e municipal. Seguramente o balanço que faremos em relação ao plano vigente apontará inúmeras deficiências em função do financiamento insuficiente. Mas, ao mesmo tempo teremos a oportunidade de apontar uma nova relação sociedade-estado, e um desenho do pacto federativo que assegure as condições de fazermos isso. Lutaremos para que no novo Plano Nacional de Educação tenhamos para a próxima década um patamar acima dos 4% do PIB aplicados na área.

Informes - Os recursos advindos do pré-sal poderão contribuir para melhorar os investimentos em educação?
Carlos Abicalil - Essa é uma grande disputa. A definição de que parte desses recursos serão destinados á educação é um alento importante para que tenhamos as condições de superar o patamar atual de pouco mais de 4% do PIB investido em educação pública. É desejável, entre as nações desenvolvidas, que a média seja de 6%. O movimento social reclama que para chegarmos ao patamar médio teremos que cumprir pelo menos com o nosso déficit educacional durante uma década para recuperar o atraso e avançar no sentido de termos o padrão de investimentos das nações desenvolvidas. Esses recursos do pré-sal virão na hora exata em que a demanda se apresenta com uma nova relação brasileira no ambiente continental, regional e global. Fonte: PT na Câmara Federal.

JORNAL NACIONAL TENTA DEFENDER ARRUDA

Haja Panetone Global!

ARRUDA MENTE E RATINHO DÁ ESPORRO!

O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, prometeu que não iria acabar com o transporte alternativo durante a campanha (para arrecadas mais votos é claro), masacabou com os permissinár...

ARRUDA E O CRIME DO PAINEL ELETRÔNICO

CONHEÇA A VERDADEIRA HISTÓRIA DO GOVERNADOR DE BRASÍLIA JOSÉ ROBERTO ARRUDA (O QUE ELE CHAMA DE ERRO, NA VERDADE FOI UM CRIME, QUE O OBRIGOU A RENUNCIAR EM 2001 PARA NÃO TER TER O MANDATO CASSADO)

‘Defesa’ de Arruda compõe um ‘vale-tudo’ semântico

Josias de Souza(45) vive tomando lexotan a cada 6 horas, haja remédio tranquilizante:

Depois que o dinheiro da propina do DF virou grana de panetone, todo mundo já estava desobrigado de fazer sentido no Brasil. Nesta segunda (30), o governador José Roberto Arruda veio aos holofotes para arredondar a sua defesa. Num curto pronunciamento, o mandachuva do GDF voltou a usufruir do vale-tudo semântico que inaugurara no final de semana. Arruda desqualificou seu algoz: “Durante 8 anos o denunciante, Durval Barbosa, hoje réu em 32 processos...”

“...Todos por atos praticados no governo anterior, foi presidente da Codeplan, empresa de informática do governo [Joaquim] Roriz”. Tolice. Que Durval é desqualificado, ninguém ignora. A questão é: Por que Arruda, depois de eleito, o arrastou para dentro do seu governo? Vale a pena continuar ouvindo Arruda: “Na montagem da equipe de governo, o denunciante desejou continuar na empresa de informática...” “...Avisados de que ele respondia, como réu, a processos por condutas praticadas no governo anterior, não concordamos com sua permanência no mesmo posto...”

AGUARDE: DEP FED CARLOS ABICALIL (PT) SERÁ ENTREVISTADO PELO BLOG DA DILMA

Não perca: sensacional entrevista com o deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores pelo estado do Mato Grosso, Carlos Abicalil. Quem é Carlos Abicalis:
Carlos Augusto Abicalil nasceu em 23 de janeiro de 1962 em Nova Friburgo (RJ), é licenciado em Filosofia, História e Sociologia, pós-graduado em História Contemporânea e mestre em Educação Gestão de Políticas Públicas pela Universidade de Brasília (UnB) e atual presidente do Partido dos Trabalhadores no Estado de Mato Grosso (biênio 2008 2009).
Visite seu site: http://www.carlosabicalil.com.br/

Brasil fixa meta de exportar US$ 168 bilhões em 2010

Rachel Crivella "Minha Infância"

Café com o Presidente (30/11/2009)

DEM JÁ ERA, FOI, ACABOU!!


Bem que o TSE avisou o DEM é o partido mais corrupto do Brasil. Está lá no site do TSE o DEM é o partido com mais políticos cassados por corrupção, maracutaias, compra votos, e até assassinatos, Hildebrando Motoserra Pascoal que o diga.Fora os remanescentes da ditadura militar que se alojam no DEM ex PFL. O Jorge Bornhausen presidente de honra do DEM, amigão de FHC e Serra, disse em 2005 que iria acabar com o PT. Inventaram mentiras, factóides, criaram CPIs do fim do mundo, usaram toda as técnicas de baixaria imaginável. O motivo derrubar o presidente Lula, tirar o governo do PT do poder, que estava beneficiando muito o povo brasileiro, principalmente os mais pobres, os mais necessitados. O DEM ex PFL foi minguando nas eleições de 2006, 2008, tornou-se um partido nanico. Rabo do PSDB, está em fase terminal, está sendo palco de corrupção explicita, nunca vista antes neste país. Demos emplumados, e seus parceiros do PPS entre outros, envolvidos de corpo inteiro em corrupção sem precedente. E agora Agripino Maia, Heráclito Fortes, Efraim de Morais, Kátia Abreu, Aceminho, Rodrigo Maia, Caiado, e o poderoso do DEM Bornhausen, vão pedir CPI? Vão investigar todos os corruptos do DEM? E o Arruda vai cair calado, ou vai abrir o bico e entregar o resto da corja? O importante é que o DEM que tanto mal fez e faz ao Brasil, acabou, já era, foi. Arruda o escolhido para ser vice do Serra desabou, já era. O castelo de areia desta vez desmoronou na cabeça deles!
Jussara Seixas

O ‘príncipe’ da erva


Eduardo Guimarães - Cidadania.com

Em meados da década de 1970, nas noites de sábado garotos da minha idade costumavam sair por São Paulo em busca de festas. Em uma dessas noites, eu e meu grupo fomos percorrendo os bairros nobres da cidade em busca das melhores, das festas dos ricos, em busca das “gatas” mais bonitas. Muitas vezes entrávamos como penetras. Aliás, na maioria das vezes. E, naquele sábado, não foi diferente. Acabamos lá perto da Praça Panamericana, numa rua arborizada, diante de uma mansão em que jovens entravam e saíam livremente. Não havia maior preocupação com segurança. Era só chegar e entrar. Eram outros tempos...

Passando o portão alto, adentramos um gramado bem cuidado, com canteiros de flores e árvores, onde grupos de rapazes e moças ou só de rapazes ou só de moças bebiam, conversavam, fumavam muita maconha e davam aquela cafungadinha num pozinho branco que dispensa apresentações. Havia, também, um grupo bastante distinto, de meia idade, formado só por homens e uma única garota de, mais ou menos, uns dezoito anos. Ela parecia bastante embriagada e os senhores quarentões não perdiam a chance de “apará-la” quando, brincando, simulava que ia cair. E a droga rolava solta ali no meio. Quem diria que aquele quarentão bem apessoado, de cabelos algo longos, bem trajado, que fumava maconha como uma chaminé e não conseguia manter as mãos longe da garota embriagada, um dia viria a se tornar o “príncipe da sociologia” brasileira e, depois, presidente da República por um partido que tem o tucano como símbolo.

*

Obviamente que o que você leu acima deve ser uma ficção, coisas de alguma mente delirante, ou seja, da minha mente, num sonho que tive quando jovem, nada que você, leitor, deva levar muito a sério, até porque não haveria como comprovar tal história. Mas escrevi isso aí em cima para perguntar que jornal poderia publicar o relato. Afinal, que credibilidade o tal Cesar Benjamin, que acusou Lula de tentativa de estupro, tem mais do que eu? Por que a Folha não publica meu relato sem que eu, como Benjamin, ofereça qualquer prova de que é verdadeiro? Isso se chama escolha política de “notícias”. Apesar de que, na verdade, não há notícia nenhuma. Até que eu prove que digo a verdade, não passa de uma mentira e eu poderia ser processado por ela, a menos que, depois de mentir, eu dissesse o que fiz no mesmo texto, como de fato ocorreu.

Só que, para acusar aqueles dos quais não gosta, a Folha não é tão criteriosa. Nem, muito menos, o resto da imprensa, que está repercutindo, aqui e ali, a acusação a Lula. Sem alarde. Os leitores de Folhas, Estados e Globos sairão por aí contando que Lula é estuprador, gay, pedófilo. Basta ler as cartas de leitores da Folha no sábado e no domingo, ou a coluna de Eliane Cantanhêde, ou a de Dora Kramer, ou a de Augusto Nunes, ou a de Ricardo Noblat, ou a de Reinaldo Azevedo, que, entre tantos outros, já tratam Lula como culpado da acusação de tentativa de estupro. Planta-se a semente. Essas pessoas que vocês leram nos comentários dos posts anteriores condenando Lula pela acusação de Cesar Benjamin, nesta segunda-feira já estarão em seus trabalhos contando que o presidente da República, além de tudo, é um maníaco sexual.

O que fazer contra essa indignidade?

A – Escrever cartas de reclamação aos jornais que deram asas à história

B – Reclamar com o Bispo

C – Deixar de comprar os exemplares desses jornais e revistas, os quais o governador José Serra arrematará depois usando o dinheiro dos paulistas

D – Confiar na sorte, ou seja, em que o povo não acredita em nada que digam contra Lula

E – Ir para diante desse jornal safado que publicou acusação fantasiosa como a que escrevi lá em cima, só que contra Lula, e dizer, ao megafone, tudo que pensamos

Faça a sua escolha, leitor.

"Casseta e Planeta" pode repercutir acusação a Lula?

Andei pensando: será que o mesmo Marcelo Madureira do programa humorístico "Casseta e Planeta", da Globo, que andou escrevendo cartinhas à Folha endossando a acusação de Cesar Benjamin a Lula e que, semana sim, outra também desanca o presidente em seu programa, não irá levar essa leviandade para a edição desta semana do humorístico da emissora que o emprega e que tem lhe permitido tantos outros ataques?

Noite de emoção em São Bernardo do Campo

A primeira-dama Marisa Letícia, o presidente Lula e os ministros Dilma Roussef, Patrus Ananias e Miguel Jorge assistem ao filme Lula, o Filho do Brasil. Foto: Ricardo Stuckert/PR

A primeira-dama Marisa Letícia, o presidente Lula e os ministros Dilma Roussef, Patrus Ananias e Miguel Jorge assistem ao filme Lula, o Filho do Brasil. Foto: Ricardo Stuckert/PR

BLOG DO PLANALTO: Com um lenço branco nas mãos e os olhos ainda úmidos, o presidente Lula vestiu um blusão preto e se movimentou entre os convidados – alguns familiares e outras lideranças políticas e ministros de Estado. Era visível a emoção que lhe causou ao assistir a pré-estreia do filme Lula, o filho do Brasil, do diretor Fábio Barreto, nos antigos estúdios da Vera Cruz, em São Bernardo do Campo (SP). Lula passou as duas horas da fita atento ao telão. Trocou algumas palavras com dona Marisa Letícia, mas se ateve a obra baseada no livro homônimo de Denise Paraná. Quando rolaram os créditos, Fábio Barreto se aproximou dele para mostrar algumas fotografias que estavam circulando na tela.

PARE E PENSE

"Mas o que para mim era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo." Filipenses 3.7
O que Paulo escreve posteriormente aos filipenses sobre si mesmo explica porque ele, logo após sua conversão, já orou com tal convicção. Várias vezes, Paulo repete que considera tudo como perda para ganhar a Cristo. Com essa disposição, ele podia orar com todo o poder. Como pessoa e como religioso, ele havia fracassado totalmente. O céu reage e entra em movimento quando pessoas se dirigem ao Deus verdadeiro. O Senhor diz especificamente a Ananias ao enviá-lo a Paulo: "...pois ele está orando". Qual foi o aspecto especial da oração de Paulo que o levou a ser ouvido? Resposta: sua oração foi de todo o coração! "Porque, quanto ao Senhor, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele." Isto quer dizer, na prática, que os olhos de Deus vêem todos aqueles que oram, procurando os que O buscam de todo o coração: "...quando me buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós..."

Presidente da OAB compara Arruda a Fujimori e defende impeachment

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Depois de a OAB-DF (Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal) defender o impeachment do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), agora a OAB nacional também afirma que o democrata deve ser afastar do cargo. O presidente da OAB nacional, Cezar Britto, disse neste domingo que a imagem de Arruda recebendo propina leva à necessidade de impeachment.

Oposição avalia ir à Justiça para afastar Arruda, vice e aliados
Líder do DEM na Câmara endurece discurso contra Arruda
Painel: Para DEM e PSDB, situação de Arruda é crítica
Vídeo mostra governador do DF recebendo dinheiro

"A imagem do governador sentado em uma cadeira recebendo um pacote de dinheiro é devastadora", afirmou Britto.

O presidente da OAB comparou o caso Arruda com o episódio de corrupção que envolveu Alberto Fujimori, ex-presidente do Peru, que em 2001 foi condenado a mais de sete anos de prisão por repassar recursos ilegais ao então chefe de inteligência peruano Vladimiro Montesinos.

Britto classificou as denúncias de "extremamente graves". O presidente da OAB disse que vai passar o domingo lendo o inquérito da Polícia Federal contra o governador e, amanhã, se reúne com a OAB-DF para decidir uma estratégia conjunta de atuação.

A Folha teve acesso no sábado (28) a cinco DVDs, entre os quais um que mostra Arruda recebendo dinheiro. O vídeo foi feito pelo então presidente da Codeplan (empresa do DF), Durval Barbosa --que era, até sexta-feira (27), secretário de Relações Institucionais de Arruda.

Segundo investigações da PF Roberto Freire do PPS recebia a propina



Em vídeo, aliado de Arruda guarda dinheiro nas meias
Novas imagens flagram 3 deputados distritais e outros assessores do democrata

Nas gravações, o presidente da Câmara Legislativa, Leonardo Prudente, aparece guardando maços de notas nos bolsos e até nas meias
O secretário de Saúde do DF, Augusto Carvalho, deputado federal licenciado pelo PPS, teve o nome citado em conversa gravada pela PF. De acordo com transcrição do diálogo entre Barbosa e José Geraldo Maciel, afastado da Casa Civil, Carvalho recebia "retribuição de contratos". Também teriam sido beneficiados Fernando Antunes e Roberto Freire, presidentes nacional e regional do partido,
respectivamente.
Todos negam participar da fraude.


Roberto Freire, figura de proa do velho "Partidão", presidente nacional do PPS, e que posa e gosta de se apresentar como um dos "paladinos" da moralidade em nosso país. Recebe jetons no valor de R$ 12 mil mensais da prefeitura de São Paulo, pela participação em dois conselhos da Prefeitura paulistana – da Empresa Municipal de Urbanização (EMURB) e da SPTurismo. Roberto Freire é ligado do DEM como unha e carne, é um dos que apoiam Serra presidente.

O "PT" no twitter

DEBATE ABERTO

Nassif: Folha de S.Paulo, um jornal sem rumo

http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/nacional/manifestacao_folha.gif

A decisão de Otávio Frias Filho de publicar a carta de César Benjamin com acusações graves, sem conferir, seguiram-se duas outras que mostram a total falta de rumo daquele que foi o mais influente jornal brasileiro dos anos 80 e 90
Por Luís Nassif, em seu blog

No Painel do Leitor, permite um amontoado de cartas que tomam como verdadeiras as afirmações de César Benjamin. Na página interna, o levantamento – que deveria ter sido feito antes – mostrando que as informações são inverídicas. Se são inverídicas, qual a razão de se permitir a publicação de cartas de leitores ludribriados pela decisão do jornal de dar espaço a uma versão falsa?

A sucessão na Folha se deu no pior momento da sua história. Nos anos 80, o principal jornal, o Estadão, se perdeu por excesso de sucessores. No caso da Folha, está se perdendo por falta de sucessão. Tem-se um diretor de redação que gosta das prerrogativas do cargo, mas não gosta de jornalismo, não lê jornais (nem mesmo o seu), não tem discernimento para tratar nem com notícias, nem com pessoas, muito menos com questões de maior gravidade, como essa de publicar o artigo de Benjamin.

A perna comercial da família manteve o ritmo. Só que elemento fundamental da sobrevivência era a credibilidade do jornal, ajudando a pavimentar as relações comerciais e políticas do grupo. Por isso, a sucessão de desastres editorais dos últimos tempos -ir a reboque da Veja (tendo um perfil de público diferente), ficha de Dilma, envolvimento do jornal com Dantas, exposição imprudente com Serra e, agora, esse episódio-limite – têm implicações graves sobre a credibilidade do jornal, E, aí, passa a afetar diretamente as estratégias comerciais da empresa.

É uma situação que vai ser resolvida inevitavelmente no âmbito familiar. Aliás, deveria ter sido resolvida logo que seu Frias saiu de cena. Quanto mais tempo demorar, mais sua herança será dilapidada.

Esgoto corre nas páginas da "Folha": é 2010, estúpido!

http://2.bp.blogspot.com/_tggAarIMOmg/Sm12BZeNNaI/AAAAAAAAB3s/9xe2SNkl96g/s400/folha_morta.jpg

A "Folha" levou 18 anos para publicar a história sobre o filho que FHC teve com uma jornalista da Globo, enquanto estava casado com Dona Ruth. O Cesar Benjamim - ex-militante petista - levou 15 anos para "lembrar" de uma história que teria ouvido de Lula: em 1994, o então candidato a presidente pelo PT teria contado que ele (Lula) tentou molestar sexualmente um colega de cela quando esteve preso em 1980.

Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador

O que os dois fatos têm em comum? Tudo a ver. Esgoto escorre nas páginas do jornal de "Otavinho"; outro que usa diminutivo, "Cesinha", ajudou a fazer o serviço

Por coincidência, o artigo em que "Cesinha" (agora compreendo o diminutivo que ele carrega há tanto tempo no nome) conta essa história sobre Lula foi publicado (advinhem?) justamente na "Folha".

Hum...
Há duas semanas, publiquei aqui um texto em que perguntava por que o filho de FHC apareceu só agora - http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/teorias-por-que-fhc-reconheceu-o-filho-so-agora.
Levantei algumas hipóteses. A terceira era:

3) Fator denúncias contra o PT. Essa é a teoria já exposta no blog do Eduardo Guimarães - http://edu.guim.blog.uol.com.br/. A idéia é que a (ex) grande imprensa já teria na mão dossiês contra Dilma. Revelar, agora, o filho fora do casamento de FHC seria uma forma de mostrar "isenção". Na hora que aparecesse denúncia contra Dilma, ninguém poderia acusar a mídia de perseguir o PT. A diferença é que Dilma é candidata em 2010, e FHC só teve o filho revelado 8 anos depois de sair do poder.

Errei num detalhe: o foco não era Dilma, mas Lula mesmo.

A história sobre o filho de FHC foi uma espécie de antídoto preventivo. Ao chamar Lula de "molestador sexual", usando (corajosamente, característica dos Frias) um terceiro pra fazer o ataque, a "Folha" não pode ser acusada de "parcialidade", afinal publicou também a informação sobre o tucano.

Hum...
Detalhe: o filho de FHC existe. Mora no exterior. A revista "Caros Amigos" contou há dez anos a história completa.

Já a história do "Cesinha" é só uma história. Onde está o rapaz que teria sido molestado por Lula em 1980? Vocês acham que esse rapaz (ou um rapaz qualquer que cumpra o papel) vai aparecer nas páginas da "Folha" ou da "Veja"? Ah, a campanha de 2010 será linda.
Outro detalhe: a "Folha" ignorou a informação publicada semana passada, por Cláudio Humberto, de que FHC teria tido um outro filho fora do casamento, com uma empregada da família - http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/claudio-humberto-fhc-teve-outro-filho-por-fora-com-a-empregada-esse-ele-reconheceu.
Mas a "Folha" abriu hoje três páginas para falar (mal) do filme sobre Lula: "O Filho do Brasil" (FHC, parece, também ele é um especialista em "filhos do Brasil"). Quem conhece um pouco como funciona o jornalismo sabe que o objetivo das três páginas era dar "peso" para a informação que apareceu ali pelo meio do artigo de "Cesinha". Nada mais interessava aos Frias, só a informação sobre o Lula "molestador".

Ora, uma informação dessas (se verdadeira) mereceria manchete, não acham? Por que foi publicada desse jeito, no meio de um artigo? Porque uma manchete deixaria tudo muito explícito. O artigo na "Folha" é só parte do script, tenham certeza...

De outro lado, uma informação dessas, se falsa, deveria ir parar no lixo, no esgoto...

Bem, na verdade, foi o que aconteceu. Há algum tempo é esgoto jornalístico o que corre pelas páginas do jornal da família Frias. Nessa vala mal-cheirosa cabem: ficha falsa de ministra, editorial louvando a "ditabranda", ataques descabidos a professores respeitáveis (Benevides e Comparato) que criticaram a "ditabrabanda" da "Folha".

Último detalhe: na edição desta sexta-feira, a "Folha" simplesmente "escondeu" a notícia sobre denúncia do Ministério Público Federal. Os procuradores Weichert e Favero querem que Paulo Maluf, Romeu Tuma e outras autoridades da época da ditadura sejam responsabilizados pelo crime de ocultação de cadáver - http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=23189. A notícia (no jornal) apareceu "perdida" lá pela página 13, sem destaque nenhum, ao lado de um anúncio de turismo...

A "Folha" esquece os crimes da ditadura da qual foi parceira. Crimes concretos, abomináveis. Há mortos, desaparecidos. Há impunidade daqueles que foram sócios da "Folha" no apoio à ditadura.

A "Folha" não abre espaço para que Ivan Seixas publique as cartas contando o que aconteceu com o pai dele na OBAN (Operação Bandeirante) durante a ditadura - http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/por-que-a-folha-nao-publica-cartas-de-ivan-seixas.
Mas a "Folha" abre espaço para o "Cesinha" fazer o serviço sujo. A "Folha" já abriu manchete para o sequestro (de Delfim) que não houve (o objetivo da matéria era atingir Dilma, lembram?). Agora, abre discretamente espaço para o "ataque sexual" que não houve.
Sobre os crimes de verdade, sobre os mortos e desaparecidos, sobre os torturadores, nenhum pio. Até porque a "Folha" teria que explicar porque os carros do jornal eram sempre vistos em frente à OBAN (centro de torturas em São Paulo). Curiosamente, o "Cesinha" conta no tal artigo desta sexta-feira que escapou de ser abusado sexualmente por presos comuns quando esteve preso durante a ditadura. Ainda bem. O "Cesinha" foi vítima dos crimes abomináveis cometidos naquela época: ficou preso, incomunicável. Era um jovem de 16/17 anos...

Mas tantos anos depois, "Cesinha", você foi usado (e abusado) pela mesma elite que apoiou a ditadura. E, dessa vez, parece que você gostou.

Paulo de Tarso desmente "Cesinha"

Alertado por leitores, vejo que o Paulo de Tarso que desmente o "Cesinha" não é o Paulo de Tarso Venceslau, mas o Paulo de Tarso Santos - publicitário.

Paulo de Tarso (Santos) é uma das pessoas que teriam "testemunhado", em 1994, a tal conversa (em que Lula teria narrado o episódio do "abuso").

Ao publicar o artigo do "Cesinha", a "Folha" não "lembrou" de ouvir o Paulo de Tarso (Santos).
Ele divulgou uma nota, em que repudia e desmente o artiguinho do "Cesinha".

A nota está aqui, no site do Azenha - http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/a-nota-de-paulo-de-tarso/..
Depois dessa, alguém acha que há motivo pra seguir assinando um jornal como a "Folha"?

Este "Escrevinhador" errou ao afirmar que o Paulo de Tarso que negou a versão de "Cesinha" seria o Paulo de Tarso Venceslau (ex-petista, que já fez várias denúncias contra o PT). São dois personagens diferentes: Paulo de Tarso Santos e Paulo de Tarso Venceslau. A "Folha" é que é sempre a mesma, em seu afã de "currar" a verdade. Acho que a "Folha" será "currada" pelos leitores.

LUIS NASSIF

Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.

Para enviar emails a Luís Nassif clique aqui.

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